"Não há fiscalização suficiente sobre o comércio internacional de armas", diz Rob Thomson, principal pesquisador da organização Ceasefire, da África do Sul, que lançou relatório sobre a compra e venda de armas no país. A publicação, que tornou público pela primeira vez o assunto no país, pede que as normas internacionais que regulamentam o comércio de armas sejam respeitadas.
Em deliberação na ONU desde 2006, um tratado mundial legalmente vinculante de controle de armas ganha novo impulso com a definição de uma data para sua promulgação, em 2012. Os próximoas passos são definir o texto e conseguir o consenso. ONGs que têm acompanhado o processo procuram retomar o contato com a sociedade civil e contribuir para que o tratado seja mais abrangente.
Existem hoje no mundo cerca de 600 milhões de armas pequenas e leves. Todos os anos são produzidas mais oito milhões. A falta de controle sobre as transferências internacionais de armas permite que elas alimentem conflitos, repressão, crimes e abusos dos direitos humanos.