América do Sul

Uma visão policial sobre política de drogas

Por que um ex-comissário de polícia do Reino Unido (Chief Constable) viajaria à América Latina para discutir uma mudança no modo de aplicação da lei de drogas? Porque em mais de 30 anos de serviço patrulhando o centro de Londres do posto mais alto, como comissário de polícia, cheguei à conclusão inevitável de que nossa abordagem atual é falha.

Prevenção e repressão contra a violência urbana

O crime urbano é para as cidades modernas algo muito similar ao que o estresse é para o indivíduo moderno: um fator de constante perturbação, cuja solução ninguém parece conhecer a ciência certa. Durante o recente Fórum Urbano Mundial das Nações Unidas, realizado na encantadora, mas "estressada" cidade do Rio de Janeiro, especialistas internacionais se reuniram para compartilhar alguns remédios para este mal.

Drogas e direitos humanos: política do medo

Fernanda Mena e Dick Hobbs descrevem no artigo “Narcophobia: drugs prohibition and the generation of human rights abuses” como a Guerra às Drogas, similarmente à Guerra ao Terror, acabou promovendo o “contrário dos Direitos Humanos”, ou seja, violaram direitos humanos com a justificativa de garantí-los. Nessa entrevista para InterCAMBIO, Fernanda descreve o processo de pesquisa que resultou no artigo, os resultados da atual política de drogas e o papel dos policiais e das ONGs nessa política.

Jovens na mesa de debate sobre drogas

Nós, jovens, devemos ter uma participação significativa na vida política dos governos latino-americanos, pois somos os melhores para descrever nossa própria situação de vida. Porque somos sujeitos de direitos e garantias e porque nos deve ser permitido escolher o que é melhor para nós mesmos de acordo com a nossa própria experiência. Afinal, ninguém mais que o próprio indivíduo pode decidir o que entra em seu corpo e o que faz de sua vida, e isso se aplica aos jovens também.

'Mano dura' não foi eficaz na América Latina

A partir dessa quarta-feira (11), a capital da Nicarágua será o cenário de um interessante debate sobre as estratégias que os organismos de segurança cidadã e a sociedade civil podem aplicar para controlar a crescente violência criminal por parte de grupos juvenis nos países latinos americanos.

Tratamento para dependentes: uma estratégia contra o crime

O ex-Czar das drogas do Reino Unido e atual diretor do Consórcio Internacional de Políticas de Drogas, Mike Trace, fala da redução da criminalidade desencadeada por dependentes em Heroína nos anos 90 e dos desafios atuais de tal país para enfrentar o amplo consumo, principalmente de maconha.

América Latina deve falar alto

O ex-Czar das drogas do Reino Unido e atual diretor do Consórcio Internacional de Políticas de Drogas, Mike Trace, esteve no Brasil para compartilhar sua experiência com a nascente Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia. Nesta entrevista, fala da necessidade latino-americana de se organizar enquanto região para fazer-se ouvir perante as Nações Unidas, e explica as estratégias que seu governo usou para diminuir a criminalidade praticada por dependentes em heroína, nos anos 90.

Janela discreta

Cada foto tirada pelos jovens de Ciudad Oculta, a sudoeste de Buenos Aires, na Argentina, abre um buraco no muro que separa esse bairro do resto da cidade desde 1978, quando a ditadura decidiu esconder a pobreza da chamada 'Villa 15' atrás de uma parede.

Um duplo exemplo jurisprudencial na Argentina

A magistrada argentina Mónica Cuñarro, coordenadora do Comitê científico para a área de entorpecentes, explica como a sentença da Corte Suprema de Justiça da Nação Argentina, que declara inconstitucional o delito de porte de entorpecentes para consumo pessoal, é um paradigma para a América Latina. A sentença não apenas rompe com uma norma punitiva mas impõe uma barreira ao poder punitivo estatal, sustentando-se nos princípios de autonomia pessoal e dignidade do homem, entre outros, como explica a especialista.

Drogas: América Latina busca alternativas

Na I Conferência Internacional sobre Políticas de Drogas, realizada na Argentina, ficou claro que vários países latino-americanos já deram os primeiros passos em direção a políticas de drogas que se distinguem do proibicionismo radical aplicado até o momento, com iniciativas que vão desde a descriminalização do usuário até o indulto de 'mulas'.

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