Gabeira: 'A pior droga é a ignorância'

ENTREVISTA / Fernando Gabeira

Fernando GabeiraInformação é a palavra-chave do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) quando o tema é política de segurança pública e de drogas. Nesta entrevista ao Comunidade Segura, o pré-candidato à prefeitura do Rio de Janeiro defende a criação de um setor municipal específico para a organização e a análise sistemática das informações sobre criminalidade, contribuindo para o desenvolvimento de políticas municipais de segurança e o melhor planejamento de ações. Em relação às drogas, para Gabeira o caminho é informar a população sobre a ação de todas elas e garantir tratamento aos dependentes.

O que o senhor acha da perspectiva de atuação municipal na área da segurança pública, prevista no Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci)?

Acho importantíssima. A prefeitura tem um papel fundamental a desempenhar na segurança pública, mas por não estar constitucionalizado, muitos prefeitos se afastaram dele. É um papel de prevenção, informação e de alívio de pessoas atingidas pela violência. Há uma ampla gama de ações possíveis. É preciso ter uma noção de vulnerabilidade de áreas e setores, para que se possa fazer trabalhos de prevenção. Também há muito o que se fazer no campo da informação, com as imagens das câmeras e relatórios. As informações existem, mas falta um setor específico para organizá-las e analisá-las sistematicamente.

O governo de Sérgio Cabral bateu um recorde em mortes em confronto. Como a prefeitura pode atuar em favelas para reduzir esses índices?

De duas maneiras: com mais informação para as ações e ações mais bem preparadas; e depois permanecendo nos locais após a expulsão dos grupos armados, para que não voltem a atuar no local.

Como pretende aplicar os recursos do PAC no Rio?

Os recursos não são aplicados pelo prefeito, mas ele deve trabalhar em sintonia com o governo do estado e o governo federal para o desenvolvimento de políticas territoriais.

Quais os seus planos para a Guarda Municipal?

É preciso fortalecê-la através de cursos – diferentes dos da Polícia Militar -, da ampliação da sua capacidade já instalada e dotá-la de melhores meios de comunicação. Há uma discussão se a Guarda Municipal deve ser armada ou não. Nesse momento, acredito que ela deva ser armada de telefones celulares, para enviar fotos e informações com rapidez. A Guarda Municipal deve ser preparada de forma diferente, para as suas funções específicas: vigilância e funções de caráter pedagógico para a instituição da ordem pública.

Qual a sua opinião sobre a maioridade penal?

Sou favorável à situação como ela está hoje, isto é, a maioridade aos 18 anos, exceto em alguns casos, que deveriam poder ser discutidos, como o caso do menino João Hélio (brutalmente morto num assalto na Zona Norte do Rio em 2007).

Como é a sua visão da política de drogas?

A base da política de drogas deve ser a informação. A pior droga é a ignorância. As pessoas devem ser informadas sobre o que cada droga faz e, no caso de dependentes, devem ter tratamento adequado, como clínicas autogestionárias de terapias. O caminho está na prevenção com informação e nos tratamentos para dependentes.

No seu mandato como deputado, como é a relação com a sociedade civil?

É uma relação produtiva. Presto contas desde 1994 através do site, por onde a população pode apresentar críticas e sugestões, que são examinadas. Os gabinetes também são abertos a dar e receber informações por telefone e e-mail. 

Em outros sites:

Um perfil de Fernando Gabeira

Galeria do fotógrafo Gabeira – Fotos de índios Guarani, Tiradentes, Serra da Canastra, Haiti, Paris e muitos outras.

Comentários

ignorância, aa pior droga

Concordo inteiramente com Gabeira em relação às drogas: a ignorância é a pior delas. Por estas e outras opiniões, ele terá meu voto para Prefeitura.

Gabeira, uma mínima centelha de esperança

O horrível cenário do séquito religioso que se avoluma, confinando bairros inteiros a uma cegueira e a uma violência inimagináveis, é como se nós já estivéssemos quase totalmente destruídos ... garotos e garotas não passeiam mais soltos, rindo, nem crianças têm mais direito de estar livres nas nossas cidades ... a Democracia vilipendiada não escolhe mais líderes para administrar; os andróides anencéfalos produzidos por religião têm voto(?) marcado para assinalar o "espertão" que vai dar mais "vantagem" pra sua religião. De ingênuo (por manter a esperança na espécie humana) fomos promovidos a otários (claro, plagiados, e dando riquezas aos "escolhidos" e "capacitados" divinos). Os "moralistas" "certinhos" quando querem desmerecer uma pessoa acertam nas flores de cores diferentes que trazem no coração, como o Gabeira; mas muitos e muitos deles que levam seus filhinhos pra essa corja que manipula nossos mêdos, com pedofilia, terrorismo,etc;por certo nunca ouviu o grito de uma criança tentando se livrar desses "divinos", com suas cruzes e bíblias; nunca sentiram e viveram a destruição deles dentro de suas casas,nem em seus negócios;e assim nunca compreenderiam que exploram até nosso contentamento do encontro do par com quem desejamos viver, para nos prenderem e promoverem sua continuidade, através dessa nossa vaidade. Os dias são ruins, manipulam o racismo, manipulam os pobres, e pensamos que vamos bem, porque por enquanto, ainda não fomos "sorteados" por algum interesse nesse espectro de desolação. As escolas estão vigiadas, os cientistas, a imprensa; os políticos autênticos já não encontram o povo ... os dissimulados já perverteram o civismo, e tornaram a nação num coacervado à baila do furúnculo lustroso e inescrupuloso da escravidão sombria das igrejas. Se soubéssemos mesmo ao que estão aproximando os pequenos. guris e gurias de nossa Sociedade, aí sim ficaríamos alarmados. Não é com puxa-saquismo de pobres que vamos conseguir qualquer melhora; mas com a postura do pobre que sabe que seu filho, pode ser genial, pode ser campeão, por ele ser ele mesmo, e não por favorzinho. Não precisamos nos vender como "famílias" para que nosso filho tenha o direito de ter a chance pra mostrar o melhor do que é, e que pode ser.

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