Prioridades das Políticas e Estratégias do Reino Unido sobre Armas Pequenas e Leves - 2004/2006

Reconhecendo que a proliferação e o fácil acesso às armas pequenas e leves na maioria dos países, o governo britânico elaborou um documento onde se compromete a tomar algumas medidas relativas à problemática das armas.

Produzido pelo Departament for International Development da Inglaterra (Dfid), o dossiê traz medidas concretas em relação ao controle do acesso às armas, redução da disponibilidade e diminuição da demanda. O Dfid é o órgão do governo britânico responsável pelo gerenciamento da ajuda prestada pelo Reino Unido aos países pobres e que trabalha para a erradicação da pobreza no mundo.

De acordo com o documento:

"A oferta de armas leves e pequenas em diversas regiões do mundo é uma fonte importante de insegurança e pobreza. Ao servir de combustível aos conflitos, crimes e terrorismo, a presença das armas enfraquece a paz e impede o desenvolvimento. Apesar de as armas por si só não causares os conflitos, o fácil acesso a elas torna a violência mais letal e os conflitos mais demorados. Milhões de pessoas foram mortas ou feridas, vidas foram destruídas e comunidades desfeitas.

Pela facilidade de aquisição e simplicidade de uso, as armas pequenas e leves são as escolhidas por criminosos, terroristas e combatentes em todo o mundo. A falta de uma regulamentação adequada permitiu que quantidades significativas de armas fossem desviadas para o mercado negro, onde caem facilmente em mãos erradas.

As pessoas que vivem nos países subdesenvolvidos sofrem muito mais os efeitos das armas pequenas, mas os países ricos estão longe de serem imunes ao problema. No reino Unido, as armas são usadas em apenas 0,18% dos crimes, mas os crimes com armas têm trazido dor e sofrimento às comunidades ao redor do país.

O governo britânico reconhece que esse é um problema complexo e que tem relação com outros fatores e requer ações entre os estados, organizações intergovernamentais e sociedade civil. Essas ações devem ser tomadas em todos os níveis, do local ao global, se quisermos reduzir os custos humanos do uso dessas armas."

A íntegra do documento