Progama capacita jovens na Guatemala para que se tornem multiplicadores de uma cultura de paz. Sua missão é replicar a prevenção à violencia armada em suas comunidades, escolas, colônias e igrejas. Todos os anos, são recrutados e formados cerca de cem voluntários.
Para estabelecer os padrões de uso de drogas entre crianças e adolescentes em conflito com a lei e entender a relação entre consumo e delinquência, os pesquisadores argentinos Fabiana Cantero e Fernando Veneziale, da Secretaria da Infância e da Adolescência, entrevistaram 218 jovens em centros de detenção de menores en Buenos Aires. Em entrevista ao Comunidade Segura, falaram sobre suas conclusões.
As meninas estão cada vez mais presentes, de forma mais ousada, enfática e participativa, nas gangues do Distrito Federal. Mas a presença de estereótipos relativos às representações de gênero ainda são muito presentes nestas redes sociais de jovens. Foi o que concluiu uma pesquisa coordenada por Miriam Abramovay, da Rede de Informação Tecnológica Latino-americana (RITLA).
Culpar e reprimir os jovens pela insegurança na América Central é a reação mais comum, mas não vai resolver o problema da violência na região, nem as condições de vida dos integrantes das gangues. Isabel Aguilar, coordenadora regional do programa de Políticas Públicas para Prevenir a Violência Juvenil na América Central (Poljuve), da Guatemala, nos fala sobre algumas soluções justas e duradouras.
As prisões eram, supostamente, a solução para criminosos membros de gangues. Não mais. Agora, a realidade é a diminuição da população carcerária. O Comunidade Segura conversou com o professor da Universidade de Chicago, John Hagedorn, sobre o que acontece aos membros de gangues presos quando, ao invés de construir mais celas, a ideia é apontar-lhes a porta da saída.
Pertencer. A uma pandilla, a uma mara, a uma gangue. Este foi o sentimento que move os jovens da América Central observado pelo cineasta Marco Nicoletti durante as filmagens de um documentário para a organização não-governamental Interpeace, da Suíça, que trabalha em vários programas de atenção a jovens de Guatemala, El Salvador e Honduras.
Nas 22 unidades da instituição onde há assistência religiosa para os adolescentes, há pelo menos uma igreja protestante/evangélica (ou pentecostal) atuando, sendo que em 19 o serviço é prestado por representantes da Igreja Universal do Reino de Deus. A Igreja Católica está presente em 14 unidades e um grupo espírita em quatro. Dados são de pesquisa realizada pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser) a pedido do próprio Degase.
Propostas em "Pescadores de Homens - O perfil da assistência religiosa no sistema sócio-educativo do Rio de Janeiro", estudo do Iser coordenado por Pedro Simões.
As pandillas se multiplicam nos Estados Unidos e na Europa como alternativa para emigrante jovem. O acadêmico mexicano Juan Carlos Narváez desenvolve uma visão crítica do assunto em seu livro "Rota transnacional: de São Salvador a Los Angeles".
O modelo de Justiça Juvenil do estado do Missouri revolucionou o sistema de detenção juvenil nos EUA. Menos dispendioso e violento que a carceragem tradicional, o modelo também reduz significativamente taxa de reincidência e inspira iniciativas semelhantes em vários estados dos EUA. À frente desta mudança, está Mark Steward.