Segurança Pública

Projetos de prevenção à violência sob análise

O pesquisador Alonso Tobón, do Centro de Recursos para Análise de Conflitos, da Colômbia, propõe um guia metodológico para avaliar as iniciativas de prevenção da violência, utilizando ferramentas reconhecidas internacionalmente, como a lente de redução e prevenção da violência armada.

Agentes da lei pelo fim da guerra às drogas

A juíza aposentada Maria Lucia Karam, que defende uma reformulação profunda nas políticas de drogas vigentes no Brasil, se associou recentemente à Law Enforcement Against Prohibition (LEAP), entidade criada em 2002 por policiais e agentes da lei dos Estados Unidos que decidiram questionar o insucesso da "guerra às drogas". Neste artigo, Karam traça um panorama da "guerra às drogas" brasileira e fala sobre a abertura deste novo capítulo da história do LEAP no Brasil.

Uma situação complexa... na Penha e no Alemão!

Há muita coisa além, acima e por baixo dos desdobramentos da histórica operação policial nos complexos da Penha e Alemão. A cinematográfica fuga de marginais, morro acima e mata adentro na Vila Cruzeiro em direção ao Alemão desencadeou uma precisa reação das autoridades à caça dos fugitivos que, após as desafiarem com ações incendiárias por todo o estado, refugiaram-se na localidade tida como santuário da facção criminosa Comando Vermelho.

‘E as milícias, professor?’

“Decididamente não são uma alternativa”, responde o sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva à leitora Eliza, que inseriu provocação na área de comentários da entrevista concedida por ele ao Comunidade Segura. Na entrevista, publicada no início do mês, o professor discute as virtudes e os riscos da implantação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em favelas. A leitora questiona: "É curioso que em toda a entrevista não tenha sido citada a palavra 'milícia'. Eu perguntaria, UPP ou milícia?". Participe do debate.

Cara ou coroa? Desmistificando os papéis sociais

Um dos grandes desafios da agenda política na América Latina é a reforma do setor de segurança. As jovens democracias latino-americanas devem enfrentar, por um lado, um passado marcado por ditaduras e por conflitos que provocaram uma grande desconfiança por parte da sociedade civil acerca do papel da polícia e do Estado nas questões de segurança e, por outro, o contexto atual que associa a América Latina à região mais violenta do mundo.

Tecnologias não letais ou menos letais?

Na atualidade, acadêmicos, policiais e sociedade civil têm assistido a um grande debate sobre a importância de as forças responsáveis pelo uso legítimo da força incorporarem, em suas rotinas, tecnologias outras que não apenas a arma de fogo. Em parte, esta discussão surgiu no bojo da constatação de que, na América Latina, as mortes de civis por policiais a partir do uso da arma de fogo possuíam números e contornos especialmente dramáticos, tal como destacam Briceño-Leon et al (1999: 118):

Notícias da Rede

A II Conferência Regional da Rede Latino-americana de Policiais e Sociedade Civil acontece em Manágua, na Nicarágua, entre os dias 11 e 13 de novembro. Neste ano o tema central da Conferência é a relação entre Polícia e Juventude. Participam da II Conferência da Rede policiais, membros da sociedade civil, e representantes de governos e de organizações internacionais de 16 países.

Por um tênis e um casaco?

Por Deniz Mizne *

Por um tênis e um casaco um homem perdeu estupidamente a vida nas ruas do centro do Rio neste fim de semana. Uma vida interrompida a toa, por dois garotos e um 38, numa noite qualquer.

Por um tênis e um casaco, um trabalho foi interrompido. A vida arriscada de educador social, atuando nas áreas mais violentas do Rio de Janeiro, atraindo garotos e garotas para que nunca roubassem e matassem a toa pelas ruas da cidade, foi brutalmente estancada.

Espaços de participação cidadã

Criados pelas instituições policiais para o desenvolvimento de programas relativos à prevenção do crime

"A legitimidade de toda polícia está baseada na credibilidade que alcance diante da comunidade"
Robert Payne, 1820, Polícia de Londres.

INTRODUÇÃO

O papel das organizações da sociedade civil em matéria de segurança cidadã

Partindo do geral para o particular, é preciso esclarecer, desde o início, o conceito de sociedade civil, para, em seguida, identificar seu papel em matéria de segurança cidadã.

A sociedade civil, como conceito da ciência política, designa a diversidade de pessoas com status de cidadão, que atuam, geralmente de forma coletiva, para tomar decisões no âmbito público de sua sociedade, por fora das estruturas governamentais.

Conteúdo sindicalizado