Responsável pela Delegacia da Mulher de Santa Maria (RS), Débora Aparecida Dias fala sobre a rotina de trabalho de uma delegacia de atendimento especializado, dos avanços trazidos para as mulheres com a Lei Maria da Penha e do longo caminho que a sociedade brasileira ainda terá que percorrer para que os direitos das mulheres sejam plenamente respeitados.
O professor Cláudio Chaves Beato Filho, coordenador geral do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da Universidade Federal de Minas Gerais (Crisp/UFMG), defende, nesta entrevista, que o combate ao crime seja feito com mais inteligência. “O conceito de inteligência deve ir mais além do que é feito na polícia”, diz, referindo-se ao que já existe em termos de inteligência policial.
Recém-empossado secretário executivo da pasta estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, o coordenador do Observatório das Favelas, Jailson de Souza e Silva, tem a missão de reformular as políticas sociais para as comunidades atendidas por Unidades de Polícia Pacificadora no Rio de Janeiro. Em entrevista ao Comunidade Segura, o professor de sociologia da educação conta os planos.
“Gosto de me ver como um médico”, disse William Bratton, ex-chefe de Polícia de Nova York e de Los Angeles, em visita ao Rio de Janeiro. A gestão de Bratton à frente dessas duas instituições foi reconhecido graças a uma queda significativa da criminalidade em ambas as cidades, resultado de uma modernização da força policial.
Antes tarde do que nunca, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro deverá adotar tecnologia da informação para sistematizar seus dados criminais e administrativos e permitir análises que subsidiarão decisões dos comandos. O desafio de implantar toda a estrutura técnica e de mudar a cultura da PM em relação à coleta e à análise de dados cabe ao Coronel Robson Rodrigues da Silva, que está à frente da recém-criada Coordenadoria de Análises Criminais (CAC) e conversou com o Comunidade Segura.
Em entrevista ao Comunidade Segura, o sociólogo Luiz Antonio Machado da Silva, professor do Iuperj e da UFRJ, reflete sobre as virtudes e os riscos das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), festejadas pela mídia mas vistas com desconfiança por parte da população.
Entrevista com William Godnick, Coordenador do Programa de Segurança Pública do Escritório Regional das Nações Unidas para Paz, Desarmamento e Desenvolvimento na América Latina e Caribe (UN-LiREC)
Um policiamento mais inteligente, planejado com a contribuição de câmaras setoriais de segurança e a participação da Guarda Municipal e outros órgãos, é a meta a curto prazo do novo comandante do 2° Batalhão de Polícia Militar do Rio de Janeiro, em Botafogo, o tenente-coronel Antonio Carlos Carballo Blanco.
O catedrático venezuelano Luis Gerardo Gabaldón levou três décadas estudando o delito e as diversas maneiras de lidar com ele. Segundo explica, algumas das falhas dos atuais regimes policiais da América Latina podem estar no fato de serem muito legalistas e pouco pragmáticos. Gabaldón enfatiza a importância de um treinamento policial que privilegie a premissa de desescalar o uso da força.
Em entrevista ao Comunidade Segura, a psicóloga da PM Alexandra Valéria Vicente da Silva conta que visões deturpadas da psicologia, como “é coisa para maluco” e “não é coisa para homem”, estão caindo e que cada vez mais policiais reconhecem que precisam de ajuda para lidar com os estresses da vida. Ela defende que todos os policiais sejam atendidos regulamente, como forma de prevenção. “É difícil reconhecer que se chegou a um limite”, diz.