Segurança Pública

'A polícia hoje é um fator de mobilização'

Depois do furor inicial gerado pela implantação das Unidades de Policia Pacificadora (UPP) em algumas favelas do Rio de Janeiro anteriormente dominadas por grupos de traficantes, começam a se consolidar as primeiras lições de um processo que continua aberto a ajustes e melhorias. Quem afirma é o coronel Robson Rodrigues, em entrevista antes de deixar o comando das UPPs.

Medelin, o desafio continua

Depois de ter registado uma taxa de homicídios de 381 por 100 mil habitantes em 1991 - três vezes o registrado atualmente em Ciudad Juarez, uma das cidades mais violentas do mundo hoje, de acordo com o Institute for International Studies, da Universidade de Stanford -, Medellin conseguiu reverter a situação dramática e, em 2004, alconçou uma taxa de 24 homicídios por 100 mil habitantes, deixando para trás cidades como Washington. Os dados da cidade colombiana são da ONG Medellin como vamos e do Instituto de Medicina Legal da Colômbia.

Vozes da prisão

No Reino Unido, 75% dos jovens infratores cometem novos delitos em até dois anos após a saída da prisão. Isto custa cerca de 11 bilhões de libras aos contribuintes britânicos e mantém aproximadamente dois mil jovens atrás das grades. Mark Johnson, fundador da User Voice, pretende quebrar essa tendência com um projeto que 'dá aos infratores voz para a construção do sistema'.

‘Arma é problema de sociedades arcaicas’

Antônio Rangel Bandeira (foto) já teve três armas e foi instrutor de tiro do Exército. Ao saber das estatísticas sobre mortes por armas de fogo, o sociólogo mudou seus conceitos. Coordenador do projeto de Controle de Armas do Viva Rio, Rangel se empenha há uma década em mudar paradigmas e desarmar a sociedade brasileira.

Novo observatório da violência em El Salvador

Entre as diferentes estratégias de prevenção da violência em El Salvador, está o novo Observatório Nacional da Violência e Delinquência, Obnavid, que establecerá um sistema de coleta de dados para realizar mapas detalhados  da violência no país. Espera-se que a sistematização da informação conduza a programas de prevenção mais eficientes. A presidente do Conselho Nacional de Segurança Pública de El Salvador, Aída Luz Santos, fala ao Comunidade Segura sobre o Observatório.

Mapeamento participativo chega ao Borel

Com o objetivo de tornar mais eficaz a prestação de assistência social no Morro do Borel, Zona Norte do Rio, o sociólogo italiano Francesco di Villarosa conduz projeto de mapeamento participativo em que moradores apuram dados sobre infraestrutura, acesso a serviços, segurança e oportunidades de emprego, entre outros.

Mais pobreza, mais jovens assassinados

Ignácio Cano, sociólogo do Laboratório de Análise da Violência, da Uerj, explica os resultados do Mapa da Violência 2011 e do Índice de Homicídios de Adolescentes de 2010, que mostram que a violência letal entre jovens continua em patamares muito altos, principalmente nas regiões mais pobres do país.

‘A polícia é um indicativo da democracia’

Cristina Neme, coordenadora de Pesquisa e Análise de Informação da Senasp, mal sabia o que era segurança pública quando começou o curso de Ciências Sociais na USP em 1989, mas uma bolsa de iniciação científica a apresentou ao tema da violência institucional. Para Cristina, o controle externo da atividade policial é fundamental em uma sociedade democrática, mas a mudança de uma corporação como a polícia leva tempo e precisa acontecer de dentro para fora.

'Quanto menos governo melhor'

Aos indivíduos liberdade. A advogada e professora emérita da UFRJ Ester Kosovski defende o direito à privacidade e a diminuição gradativa da interferência do estado sobre a vida das pessoas. Há 20 anos, quando presidia o Conselho Federal de Entorpecentes (Confen), ela propôs a despenalização dos usuários de drogas, e hoje finalmente festeja os avanços.

‘Bope pode voltar à origem’

O avanço do processo de pacificação poderá permitir que um dia o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro (Bope) volte a ser o que era no início: uma unidade de resgate de reféns. Quem afirma é o seu novo comandante, tenente-coronel René Gonçalves Alonso. Antes disso, porém, ele explica que o Bope tem muito a fazer. Copa e Olimpíadas trazem a ameaça do terrorismo e a unidade se prepara para o pior. Ao mesmo tempo, a tropa desenvolve outras expertises, como a de se bem relacionar com a população e a de prestar socorro humanitário após catástrofes.

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